Uma das atletas com mais tempo de Ferroviária. Já são 10 anos vestindo a camisa grená, conquistando todos os títulos possíveis com as Guerreiras Grenás. Ela deu o passe para o gol de Adriane Nenê na semifinal contra o São José-SP, que classificou a equipe para a grande final da Libertadores em 2015 e também deu assistência para Barrinha marcar o terceiro gol afeano na final, contra o Colo Colo-CHI. A meia Rafa Mineira, que já ultrapassou a marca de 200 jogos com a Locomotiva, relembrou os momentos difíceis e felizes da conquista da América em entrevista ao site oficial da Ferroviária.

Além de todas as dificuldades que as Guerreiras Grenás passaram em 2015, com saída de atletas para a seleção permanente, montar um time novo e ser um dos times mais jovens, também teve alguns problemas na viagem para Colômbia. “Nós já chegamos no aeroporto com percalços. Nós chegamos e a mala de suplementos não chegou junto. Já pensamos: “se já começou assim, como vai terminar?” Mas nós ficamos focadas no campeonato, o problema foi resolvido e só ficamos pensando nos jogos, para fazer o nosso melhor. Graças a Deus, deu tudo certo e conseguimos sair como donas da América”, contou Mineira.

Na primeira fase do campeonato, a Ferroviária conquistou duas vitórias, 5 a 0 contra o Espuce-QUE e 4 a 0 contra o Cólon-URU, além de um empate em 0 a 0 contra o UAI/Urquiza-ARG. A semifinal reservou um duelo de rivais e a Ferroviária enfrentou o São José-SP. Para Rafa Mineira, o time mais difícil do campeonato. “Nós sabíamos que se passássemos do São José, seríamos campeãs. Era o time mais difícil que tinha no campeonato. Não desmerecendo nenhum outro time, mas naquela época, era difícil ganhar do São José. Sempre estávamos enfrentando elas e eram jogos muito complicados. Eu até lembro que a Nenê fez um gol no começo do jogo, que eu dei o passe para ela e depois disso foi só se defender e nem câimbra tirou a gente do jogo. Corremos muito naquele dia. Então, depois do São José, sabíamos que conquistaríamos o título, porque era um time forte e ganhamos muita confiança.”

E essa confiança foi demonstrada na final. Na grande decisão, as Guerreiras Grenás abriram 2 a 0 com 25 minutos do primeiro tempo. Aos 43 minutos, com o Colo Colo-CHI pressionando, Rafa Mineira deu um lindo passe para Barrinha, que avançou, cortou a goleira e marcou o terceiro. As chilenas ainda diminuíram aos 47 minutos. Na segunda etapa, foi só administrar a vantagem e comemorar o título histórico. Para Rafa Mineira, o mais especial da carreira. “Foi um momento especial, porque fazia uns dois anos que eu ia para os jogos e não entrava muito. E começar 2015 tendo oportunidade, foi sensacional. Considero, para mim, o primeiro título, porque eu pude ajudar muito dentro de campo. O técnico Léo Mendes me deu a chance e sou muito grata a ele, por tudo que ele fez e ele foi um grande professor que me ajudou muito.”

Rafa Mineira, assim como a Ferroviária, pode ir para sua quarta Libertadores da América com a camisa grená. A Locomotiva já disputou em 2015, ano do título, 2016, no Uruguai, quando foi eliminada na primeira fase e 2019, no Equador, ano do vice-campeonato. A Copa Libertadores da América Feminina, está marcada para os dias 5 a 21 de março e será disputada na Argentina.

 

Texto: Jonatan Dutra/Ferroviária SA
Fotos: Tetê Viviani